Friday, November 30, 2007

Ainda sobre as consultas de acompanhamento

É essencial comparecer a estas consultas, uma vez que constituem uma parte importante do tratamento.
Durante estas consultas, o nosso médico observa a nossa cicatriz, realiza um ECG para verificar se o pacemaker está a funcionar devidamente. Verifica também a programação e o nível de carga da pilha. Caso se tenham verificado entretanto alterações ao nosso estado de saúde, o médico pode ajustar o pacemaker às nossas necessidades individuais, usando o equipamento de programação.
O nosso médico ou o técnico de cardiologia pergunta-nos se temos sentido algum sintoma e como tem decorrido o nosso dia-a-dia. Devemos discutir com o médico todo e qualquer problema que tenha surgido
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Thursday, November 29, 2007

Consulta de acompanhamento

Hoje fui fazer o controlo do meu pacemaker (follou-ups). Faço-o no Hospital dos Covões, e normalmente é rápido, mas hoje estavam muitos doentes (disseram-me que cerca de 30) e tive que esperar bastante tempo. Pessoas idosas com problemas, tiveram que esperar de pé, pois a sala não tinha cadeiras suficientes.
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Friday, October 5, 2007

Carlos do Carmo com pacemaker

Sim, eu sei que colocar um pacemaker já não é noticia de 1ª página, mas quando se trata de um “famoso”, cá tenho que fazer uma referência.

O fadista, de 68 anos Carlos do Carmo, foi sujeito a uma pequena intervenção cirúrgica para lhe ser colocado um pacemaker. Foi na passada semana no hospital Stª Maria em Lisboa. Já em 2001 Carlos do Carmo tinha sido operado nos Estados Unidos a um aneurisma da artéria aorta.

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Monday, September 24, 2007

Paula Paixão - mãe de sucesso

Paula Paixão engravidou do primeiro filho em Março de 1991 mas, devido a sofrer de um bloqueio completo do coração, foi-lhe sugerido que aos 7 meses de gravidez lhe fosse implantado um pacemaker, para poder aguentar a anestesia caso fosse necessário fazer uma cesariana. Esta foi a primeira grávida portuguesa nesta situação. O pacemaker foi colocado em Setembro de 1991, com o feto já completamente formado, utilizando um colete de chumbo a protege-lo. Nesta fase teve sempre grande apoio por parte dos médicos, técnicos e pessoal de enfermagem dos H.U.C. o que demonstra que boa informação médica e atenção e carinho de todos os envolvidos conta muito para dar a coragem ao utente. O seu filho nasceu perfeito, de cesariana, no dia 6 de Novembro de 1991 com 3,750 Kg. e 53.5 cm. Após 3 anos e com o mesmo pacemaker teve o segundo filho também de cesariana. Apesar de todos os receios não está arrependida pois tudo decorreu bem e já vai no terceiro pacemaker.

Sendo na altura 1991 o primeiro caso no nosso País, faz-nos pensar que existe sempre uma solução, desde que exista empenho e força de vontade.

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Tuesday, September 18, 2007

Homenagem

O meu Pai também tinha um pacemaker. Digo tinha porque faleceu o ano passado. Mas hoje faz anos que nasceu.

Partir é, sem dúvida nenhuma, mais fácil que ficar….

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Monday, August 6, 2007

Vivências

Após a cirurgia

Após a cirurgia temos que ficar numa sala de recobro no hospital. Nesta altura podemos ter uma pequena impressão no local do pacemaker ou mesmo dor (aí toma-se qualquer coisa para a dor…e passa). Dependendo dos casos podemos ficar no hospital umas horas ou dias.

Devemos ter algum cuidado com o movimento do braço do lado onde o implante foi feito, o médico informará sobre os cuidados a ter. Nos dias a seguir á cirurgia, temos que mudar o penso e tirar os pontos. Se houver febre, ou a incisão ficar vermelha ou a drenar algum líquido devemos falar imediatamente com o médico. Felizmente comigo nunca aconteceu.

Os sintomas de ritmo anormal devem diminuir ou mesmo desaparecer. O médico vai-nos perguntar quais são as sensações que temos agora, para assim melhor poder ajustar a programação do pacemaker consoante as necessidades particulares de cada um.

Durante as visitas periódicas de seguimento, o médico vai usar um pequeno computador chamado programador, que comunica com o pacemaker. O médico vai usar este programador para ajustar os parâmetros do pacemaker. Isto demora uns minutos e não provoca qualquer dor.

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Vivências

O que acontece durante a cirurgia

A cirurgia normalmente tem lugar numa sala apropriada, com o equipamento e o pessoal adequado. É-nos pedido que no deitemos na cama, os nossos braços devem estar ao longo do corpo e permanecerem quietos ao longo da cirurgia. O nosso peito é então lavado novamente e levamos uma injecção no local onde vai ser feito o implante. O médico vai tocando na área e perguntando se estamos a perder a sensibilidade no peito abaixo do ombro.

Existem dois métodos de implantação e o médico escolherá um baseado na idade, condições de saúde e estilo de vida do paciente.

No mais comum, os fios que ligam o gerador aos cateteres que ficam dentro do coração são passados através de uma veia. Se ouvir os médicos e enfermeiros  falar acerca de uns números, significa que estão a fazer testes e estão a ler os resultados. A certa altura, o médico vai-lhe pedir que tussa com força, para verificar, através do raio X, que os cateteres estão bem colocados e não se deslocam ao tossir. No final, o pacemaker fica debaixo da pele na parte superior do tórax mesmo junto ao ombro.

A outra possibilidade de implantação é fazer uma incisão junto ao coração de forma a expor a parte exterior do coração e o cateter é colocado directamente na superfície do coração. Isto é feito normalmente sob anestesia total e o gerador é colocado debaixo da pele na parte superior do abdómen.

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Vivências

 Como nos devemos preparar para esta cirurgia

Não devemos comer e beber nas horas que antecedem a operação, isto pelo facto de termos que levar uma anestesia e este ser procedimento habitual em qualquer cirurgia. Também nos dão um pequeno sedativo para estarmos relaxados durante a cirurgia.

Normalmente, os pacemakers são implantados mesmo debaixo da pele, no peito abaixo do ombro. Esta parte do corpo é barbeada, lavada, limpa o mais possível e pintada com um desinfectante.

 Complicações e Riscos

Como em qualquer cirurgia, há sempre a hipótese de algo correr menos bem e haver complicações. Pelo que me dizem, as complicações típicas na implantação de pacemakers não põe em perigo de vida a o paciente mas requerem uma repetição da operação ou uma permanência mais alongada no hospital .As complicações mais comuns incluem hemorragias, infecções, problemas nos fios que ligam o gerador aos eléctrodos, ou problemas a seguir à cirurgia no pacemaker. As complicações ocorrem em menos de 1% dos casos.

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Sunday, August 5, 2007

Vivências

Normalmente, o pacemaker é implantado para regularizar o ritmo cardíaco sendo, hoje em dia, considerada a cirurgia para o implantar uma rotina. Todos os dias são implantados centenas de pacemakers em todo o mundo. Por norma, têm lugar numa sala de operações e demora entre uma a duas horas.
Os pacemakers são implantados sob o efeito de anestesia local (semelhante à que os médicos dentistas usam), o que quer dizer que existe um pequeno desconforto na zona do implante. Durante a cirurgia o paciente está relaxado, mas acordado. A área onde os médicos e enfermeiros estão a trabalhar está tapada e, por isso, o paciente não vê nada mas ouve-os e vê-os a movimentarem-se durante e cirurgia e a falar consigo.
É normal que o paciente se sinta um pouco apreensivo antes da cirurgia mas deve lembrar-se que o seu médico lhe disse que o pacemaker era a melhor solução para o seu problema específico. E será mesmo o que irá acontecer pois o pacemaker irá fazê-lo sentir-se melhor e ganhará  uma melhor qualidade de vida.
Falo baseado na experiência pessoal pois  já vou no segundo pacemaker, acompanhei a implantação em outras pessoas nomeadamente no meu Pai, e penso estar habilitado a escrever sobre as várias fases do procedimento. Por isso no próximo post vou partilhar alguma da minha experiência.
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